quarta-feira, 2 de março de 2011

Conselho de um velho apaixonado

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Olá pessoal que acompanha esse espaço( Se é que ele ainda possui algum seguidor depois de tanto tempo abandonado). Ele está meio desatualizado, assim como eu. Muito pouco tenho criado e não tenho nada novo para postar aqui que eu pense que mereça ser compartilhado. Por isso volto a repassar textos que não são de minha autoria, mas sim grandes pérolas da literatura. Esse texto postado hoje tem sua autoria atribuida a Carlos Drummond de Andrade, no entanto busquei maiores informações antes de postá-lo e fui informado que é um texto apócrifo de autoria desconhecida (abro espaço para que me informem o autor para que eu possa dar os créditos). Espero que gostem da leitura, e ainda mais espero que em breve eu possa ter inspiração para publicar algo novo que de vazão aos meus pensamentos. Boa Leitura.


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...


Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!


Créditos: [google images]

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Se deslocar para o lado sombrio

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Por vezes algumas sombras tomam frente a minha mente, e textos como esse abaixo vem a mim como um relâmpago. Por horas eles me assustam, mas em alguns momentos eles passam a fazer certo sentido. Queria que não fizessem, mas fazem... Nunca postei algo assim, mas acho que guardando as devidas proporções todos tem esse lado sombrio e precisam expô-los de alguma forma. A minha forma é e será essa. Não espero que todos gostem, mas também espero que não repreendam, pois não adianta negar a sombra. Por mais bonzinho(a) que você seja , ela também esta em você.
Aos poucos vou voltando a esse canto aqui, espero postar algo melhor na proxima.




Quanto mais a alma se esconde nas sombras, mais frios os comportamentos vão se tornando.
A mente torna-se extremamente habilidosa conseguindo ser cada vez mais uma maáquina racional, cauculista e sem sentimentos.
Dos verdadeiros sentimentos, o ser consegue com maestria falar e manipulá-los, mas sentí-los é impossivel, visto que ao se aprimorar a técnica acaba-se por assassinar a prática.
É tão fácil falar de amor e não sofrer por ele, não sentí-lo. Isso torna o viver bem mais simples, conquistar e perder passam a ser simplesmente verbos que são facéis de se conjugar pois nada fere quem possui a habilidade de se despojar dos sentimentos que se mostraram por vezes inúteis.
O sentir se torna um mero método para se ludibrias as mentes e os corações fracos, pois se pode dizer amante e não amar, amigo e não saber o que é compartilhar uma amizade, pode-se até mesmo chorar sem estar realmente sofrendo, tudo em nome da arte de atuar em benefício próprio. Tudo isso, toda essa maravilhosa capacidade está inserida nesse ser tão infinito de possibilidades: o ser humano.
Cabe a poucos ainda, nesse momento o dom de usar esse lado visto como imoral e sombrio.(Será que é mesmo?) Mas se somos tão capazes, porque não urilizarmos também essa potencialidade?
Estou passando cada vez mais a me questionar se não vale a pena assumir a "sombra" que me apresenta como benefício um "programa de governo" bem mais tentador do que este que hoje domina meu ser, cheio de sentidos e sentimentos,mas que me decepciona cada vez mais me dando sofrimentos e angústias ao invés dos bons sabores de sentir.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Infinito tic-tac do desespero

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Precisando desabafar, volto ao meu velho amigo para lamentar mais um pouco, pois como sugere o nome, talvez essa nau leve embora mais uma lamentação...
As peças não se encaixam nesse quebra cabeça louco que virou a minha vida. Estou perdido em meio a um mundo de imperfeições que eu mesmo criei, onde não tenho nada pronto, onde nenhuma questão foi fechada por falta de capacidade de enfrentamento dos vários desafios aos quais fui exposto.
Quanto mais eu tento me definir, mas me perco.
Por momentos sou inocente, outrora criminoso, doce e gentil e logo após amargo e cruel. Sinto que não sou nada, não tenho nada e agora pareço também não querer nada
.


Sou como uma das varias engrenagens de um complexo relógio. E venho notando que esse relógio possui um defeito.
Entre os vários dentes da engrenagem desse relógio existe uma ruptura na qual sempre que o mecanismo passa por ela, ocorre um atraso, um desgaste. E esse desgaste é o que aos poucos está me matando.
Pelos atrasos desse relógio se compreende todos aqueles momentos decisivos, de confronto, de mudança, de exposição de sentimentos aos quis preferi fugir e adiar por achar que não estava preparado. É doloroso constatar que preparação dependia de como eu passaria por todos esses momentos aos quais adiei, nos quais “o relógio se atrasou”.
Anteriormente, apesar de todo o atraso gerado, eu sempre senti que poderia retomar o tempo perdido e ajustar o funcionamento. Agora não estou tendo essa perspectiva. Não estou encontrando uma solução cabível as minhas necessidades e a corrosão gerada pelo defeito em minha trajetória está afetando muito mais o funcionamento dessa engrenagem toda que tenho por dentro.
Muita dor, muito sofrimento, um desgaste que parece inútil corrigir. A cabeça pesa o corpo já não é mais aquele que regenerava facilmente das quedas e a vontade de ampliar os horizontes e sonhar com algo impossível ou até mesmo possível não é a mesma e parece não se manifestar.
Viver é um caminho angustiante, o tic-tac do relógio da vida já se compara a uma melodia triste, funesta, e até mesmo fúnebre de um final que se aproxima a passos lentos e torturantes num caminho onde pouca coisa foi proveitosa e a razão de tudo isso são “os atrasos do relógio”.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Quem morre

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Faz tempo que não posto nada por aqui, o tempo está cada vez mais esprimido, mas, para não deixar esse espaço abandonado as moscas, vou postar um texto que gosto muito e ajuda muito para que façamos boas reflexões. Boa leitura.

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.


Pablo Neruda

domingo, 27 de setembro de 2009

Almas Perfumadas

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Ana Cláudia Saldanha Jácomo
(Para minha avó Edith)

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Psiquetipia (Ou Psicitipia)

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Quando não consigo me sentir criativo, sempre me socorro a um grande autor para me salvar, mas, tenho uma preferência, para não dizer simpatia por Alvaro de Campos, um dos heterônimos do grande Fernando Pessoa. Acho que sou uma reencarnação extremamente defeituosa desse senhor.Tudo o que ele escreve tem um grande sentido para mim. A quem me conhece, não preciso nem explicar o fato de dizer isso. Boa leitura...



Símbolos. Tudo símbolos
Se calhar, tudo é símbolos...
Serás tu um símbolo também?
Olho, desterrado de ti, as tuas mãos brancas
Postas, com boas maneiras inglesas, sobre a toalha da mesa.
Pessoas independentes de ti...
Olho-as: também serão símbolos?
Então todo o mundo é símbolo e magia?
Se calhar é...
E por que não há de ser?
Símbolos...
Estou cansado de pensar...
Ergo finalmente os olhos para os teus olhos que me olham.
Sorris, sabendo bem em que eu estava pensando...
Meu Deus! e não sabes...
Eu pensava nos símbolos...
Respondo fielmente à tua conversa por cima da mesa...
"It was very strange, wasn’t it?"
"A wfully strange. And how did it end?"
"Well, it didn't end. It never does, you know."
Sim, you know... Eu sei...
Sim eu sei...
É o mal dos símbolos, you know.
Yes, I know.
Conversa perfeitamente natural... Mas os símbolos?
Não tiro os olhos de tuas mãos... Quem são elas?
Meu Deus! Os símbolos... Os símbolos...

sábado, 11 de julho de 2009

A sombra e a ilusão

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De volta ao lar...Já tinha quase me esquecido que tinha um blog. A vida tá muito corrida.
Mas como hoje tinha uma nova lamentação, aqui estou.Espero que apreciem o texto.
Até mais.

Não sei mesmo dizer o que desperta em mim a ilusão na qual a vejo;
Ou o que me faz parecer lembrar você... Ainda nem te conheço.
O sonho bom que alegra todo o meu dia;
É a realidade sombria que me impede de dormir durante a noite.
Não sei porquê me faz sonhar acordado;
Se quando deito sua ausência me assombra.
Durante todo o meu dia fico na expectativa;
De quando irá aparecer e iluminar a minha existência;
Com o mais singelo gesto: "um sorriso".
Mero devaneio, outra vez não vieste;
Será que os deuses do amor se esqueceram de mim?
Será que você nunca virá à existir?
Seria tê-la outra mera fantasia criada pela minha conturbada mente;
Que de forma descarada à mim mente, e me enche de ilusões;
Que me fazem acreditar que num relance, no meu despertar amanhã, estarás ali.
O lindo sorriso com o qual sonho e me traz o calor;
Contrasta com as lagrimas da desilusão que choro todas as noites,
Frias e sombrias, nas quais sem ti, retorno a realidade.